Poucas palavras de Jesus têm sido tão mal aplicadas. O mundo torce este ensino do Mestre para dizer “não se meta na vida dos outros”. Esta ideia parte do relativismo moderno, segundo o qual não há nenhuma verdade absoluta e cada pessoa deve decidir por si só o que é certo e errado. No entanto, Jesus ensinou a seus discípulos que é necessário corrigir irmãos em pecado (Mt 18:15-17).
Estas e diversas outras passagens confirmam que é necessário julgar no sentido de estar atento para pecado ou erro em nossas vidas e nas vidas dos outros, e agir para que haja arrependimento quando for necessário. O problema principal não é o ato de julgar em si, mas, um espírito crítico, que anda com uma lupa atrás de falhas nos outros, e, quando as vê, condena severamente. Vemos isso no uso da palavra “medida” (do grego “metron”) na segunda frase. Não é o ato de julgar em si, mas, a medida que é usada. Ao vermos um erro ou pecado, se julgamos com misericórdia, confiando que a pessoa quer se arrepender, e nos oferecendo para ajudar, teremos uma reação. Se criticamos com ironia e condenamos com severidade, teremos outra reação. Como é que você quer que Jesus olhe para seus erros?
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